quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Pedido
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Adoramos gente simpática
Não, não se trata de uma novela das 9; de um filme tipo comédia romântica enlatada, engarrafada ou embalada em marmitex de alumínio, tampa de papelão e etiqueta colorida junto com um potinho de plástico com gelatina framboesa ou cereja ou morango (não importa, são todas iguais e nunca vi uma framboesa pessoalmente) para sobremesa e uma colher de plástico. Nem se trata de uma propaganda da Claro, de brinquedos, de cadeias de Fast-food para lanches com alto teor de gorduras saturadas, sódio e algo verde que muito remotamente lembre um picles. Nem se trata de campanha partidária petista ou tucana.
Risos e sorrisos de sacanagem, céu cinzento com ar seco, brisa gerada pelo fluxo de veículos a diesel e cores desbotadas de calças e camisetas Niki, Addidas, Pluma penduradas na sacada de algum república em um mundo bobo feliz se transformam quando há simpatia.
Acordei cedo e dormi pouco (dormi às 3 e acordei às 4. Mentira. Acordei às 8h; era só para dar a impressão de universitário dedicado, esforçado e
"O nome só são esses ou tem mais?"
Dei outro sorriso como se eu tivesse cara de jovem com histórico oprimido, reprimido por causa do nome complexo e desafiador, fonte de piadas sem graça e repetitivas por toda a vida e por aprender escrever corretamente muito tardiamente o próprio nome. Era a cara de alguém com nome complicado e que sempre via tal cena quando era necessário copiá-lo.
"Na verdade tem mais..." Não soletrei meu nome. Faz tempo que desisti de fazê-lo pela demanda de tempo, paciência e disposição. Agora apenas saco majestosamente meu RG da carteira velha falsificada de couro sintético e tão surrada como se sugerisse a história de uma pessoa aventureira tipo Indiana Jones ou Ana Maria Braga (ai, ai, sempre ela!) após vários anos de luta e batalha e passo para a pessoa copiar corretamente meu nome. Foi então que comecei a conversar brevemente com a simpática moça (não, não flerto).
"Vou fazer um cartãozinho, aí não preciso soletrar". Brinquei.
Foi aí que conversamos brevemente, mas de forma bem descontraída.
Depois de algum tempo ela percebeu que, "Nossa, seu nome tem quatro H's!" e voltamos a conversar.
Apesar de jovem com histórico oprimido, reprimido por causa do nome complexo e desafiador, fonte de piadas sem graça e repetitivas por toda a vida e por aprender escrever corretamente muito tardiamente o próprio nome, percebo que o nome é uma vantagem competitiva no concorrido mercado de nomes e sobrenomes. O nome complexo com vários H's marcam na memória das pessoas pelo seu caráter exótico e geram sempre um motivo para iniciar uma prosa com qualquer um.
Por isso a propaganda do Superior Tribunal Eleitoral não se aplica a min e eu provavelmente não irei parar em uma família italiana. É mais fácil de encontrar um documento meu na maioria das burocracias. Sou único. Imagine se me chamasse, como tantos homônios, Luiz da Silva?!
"O nome só são esses ou tem mais?"
"Não; são esses mesmos."
(...)
(...)
(...)
(...)
"Ok, pode se sentar".
Não poderia encontrar um motivo para sacar majestosamente meu RG da carteira velha falsificada de couro sintético e tão surrada como se sugerisse a história de uma pessoa aventureira tipo Indiana Jones ou Ana Maria Braga (ai, ai, sempre ela!) após vários anos de luta e batalha denunciando o misterioso nome complexo causa de opressão, repressão de qualquer outro nome complexo e desafiador e fonte de piadas sem graça e repetitivas por toda a vida.
Se chamasse Luiz da Silva, a moça não indagaria:
"Nossa, seu nome tem L S!".
(...)
(...)
Seria uma situação estranha. E ela pareceria psicótica.
Mas o tema não é o nome, mas sim a simpatia das pessoas. É a arte da digressão e do déficit de atenção gerado por traumas de misterioso nome complexo causa de opressão, repressão de qualquer outro nome complexo e desafiador e fonte de piadas sem graça e repetitivas por toda a vida (aliás, essa técnica de ficar repetindo as frases pelo texto todo, além de me valer de fonte de humor, poupa-me de criar e escrever coisas novas a não ser meu histórico de traumas de misterioso nome complexo causa de opressão, repressão de qualquer outro nome complexo e desafiador e fonte de piadas sem graça e repetitivas por toda a vida).
Em seguida, me dirigi ao consultório odontológico na mesma rua e a atendente também se mostrou muito simpática e conversamos sobre coisas aleatórias (insisto que também não estava flertando, mas é evidente que a conversa não se estenderia tanto se fosse UM atendente).
Droga. O Post ficou muito grande; vou publicar pela metade mesmo.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
domingo, 29 de novembro de 2009
Quando nem você sabe explicar o que faz (Parte I)

sábado, 2 de maio de 2009
Fiquei em Bauru
“Seg a Sex aberto das 13h30min às 17h”.Cheguei faltando um minuto para as 17h.O guichê da empresa de ônibus estava fechada.Não consegui comprar as passagens.Fiquei em Bauru.
Maldito tiozinho da empresa de ônibus.Maldita empresa de ônibus.
Voltei para o meu frio e solitário apartamento de 5x6 metros, frustrado por não voltar para Tupã, não jogar poker com amigos, não ver família e por ser o último feriado para voltar para minha cidade e uma das raras oportunidades em que posso passar o fim de semana inteiro sem ter que comer da minha própria comida.
Tive a noite de quinta-feira livre (o professor liberou-nos) e a sexta-feira inteira para fazer trabalhos atrasados, lições de japonês e adiantar a proposta de pesquisa.Não aproveitei o tempo.Quando fui ver, já era sábado.Se eu piscar mais uma vez já é segunda-feira à noite.Não pisco mais.
Indisciplina é como alcoolismo ou qualquer outro tipo de dependência.Você sabe que não deve, faz, mesmo assim; depois de feito, cai no pesado arrependimento, aí você pensa em como seria se tivesse agido de forma correta.Você se ferrou.
Estou no estágio “ressaca da indisciplina”.Acordei, sábado, quase meio dia, frio, Xuxa na TV.Quase não acreditei, “A XUXA VOLTOU A APARECER?!”.É um dia melancólico.Fui para a cozinha (o ato de ir para a cozinha é muito subjetivo; moro em kitchenette – aliás, é assim mesmo que se escreve?!), pegava o filtro para café, o pó (de café) e a água quente, enquanto Xuxa falava sobre os programas antigos que havia apresentado; só uma apresentadora egocêntrica e decadente o suficiente para falar de si mesma e dos programas que, ou levam o seu próprio nome ou apenas a primeira letra dele, e que não duram mais que um ano, onde só fala de tantos outros programas que fez num passado longínquo.É, Xuxa, seu sucesso vai ficar só na saudade.Eu gostava só dos desenhos.Você só atrapalhava o Capitão Planeta.
Desabafar em blogs é um ótimo jeito de desabafar quando se tem ressaca de indisciplina ou, talvez, seja um jeito de manter a indisciplina por mais um dia para outra ressaca domingo, segunda-feira, terça-feira, quarta-feira e ao final de toda uma vida.Melhor não piscar mais.