Fico imaginando como se faz um filme ruim.Nunca fui muito bom crítico de cinema.Não sei bem, por exemplo, quem é um bom ator e mereceria um oscar.Sei mentir muito bem.Já apavorei colegas "alterando" o prazo de entrega do trabalho de Psicologia Aplicada."Como assim, Hugão?! Não é pra daqui uma semana?!!!".Aqueles que não entregassem a tempo, perderiam dois pontos na nota.Os rostinhos de pânico eram meu prazer sádico... Apesar disso, nunca soube avaliar um ator, a trilha sonora, efeitos sonoros, fotografia...
De qualquer forma, qualquer tapado em cinema percebe quando um filme é ruim. Assisti, outro dia, a um do Steven Seagal.Não me lembro da história direito.Sei que a história se passava no Japão e envolve duas organizações criminosas, uma chinesa e outra japonesa...Fiquei imaginando o processo de criação do filme.O pessoal da produção senta-se a uma mesa redonda para jogar poker, truco, dominó, war ou banco imobiliário, até que um carinha se levanta de sua cadeira e, visivelmente animado, exclama, "Ah!!! Vamos fazer um filme de pancadaria no Japão para um público alvo de pouca cultura e baixa capacidade intelectual.Ah! E para blogueiros brasileiros preguiçosos, para que de repente tenham algum assunto sobre o qual escrever sem prestar contas de o porquê ficar um mês sem atualizar sua página!", aí colcam meia dúzia de palavras japonesas, outra dúzia de golpes de karatê, judô, kendo, karaokê, taekwondo e pronto... E ainda o mundo surpreende-se e perguntam-se por que um filme indiano ganhou 8 oscars.Porque eles não tem Steven Seagal.
Não vou ficar surpreso se, de um tempo para cá, os camelôs começarem a substituir os dvds falsificados dos enlatados hollywoodianos por bollywoodianos.
E não falo somente de filmes de pancadaria... As emissoras de canal aberto já esgotaram, em suas programações de tardes tediosas, todas as possibilidades de histórias com animais falantes... Quando era criança achava o máximo se o meu cachorro se comunicasse.Hoje sou grato por eles só latirem.As tardes dos dias letivos são bem mais tristes com sessões da tarde com bichos falantes, aventuras de família/adolescentes, logoas azuis ou os retornos das lagoas azuis.Às vezes assisto a A lagoa azul só pra ver se o casal morre afogado já no começo do filme para poder assistir Malhação, que, tendo também perdido uma boa parte de sua graça, ainda, pelo menos, mantém-se com episódios inéditos.
Leiam um livro, estudem bastante e parem de alimentar a indústria cinematográfica de filmes ruins.Por existir ainda pessoas que assistam aos filmes da Xuxa, é que a Xuxa continua a fazer filmes.Digo o mesmo sobre os do Didi.
Até que comecemos a assistir com mais frequencia a filmes indianos no lugar dos filmes americanos, ou até que os indianos comecem a produzir também filmes com animais falantes - ou, ainda, até que a China e a India, cansados de enlatados ruins, aproveitem para testar o arsenal nuclear em Hollywood-, veremos várias versões das mesmas histórias de filmes.O mais diferente a que podemos chegar é "Steven Seagal na Lagoa Azul", na banca de camelô mais próxima de você.
Poderia haver um macaquinho falante do barulho aprontando as maiores traquinagens na lagoa junto com o Seagal (ou não)
ResponderExcluirPo, ficou ridiculo isso de "falante do barulho". Desconsidere essa parte do comentário acima (ou abaixo, sei lá)
ResponderExcluirhuhahuahuahua...
ResponderExcluirminha infancia não seria a msm sem animais falantes e em minha adolescencia não teria desperdiçado tanto tempo vendo malhação.XD