Sempre tem uma uma daquelas postagens dizendo, "Gente, até que enfim, depois de muito tempo sem postar..." ou frases de mesmo sentido, similares ou não, genéricos ou não, piratas ou não, seguido do motivo pelo qual o egocêntrico e preguiçoso blogueiro parou de blogar.Ele utiliza "Gente", mesmo que seu blog seja frequentado por 2 a 3 pessoas conhecidas às quais se poderia referir pelos seus respectivos nomes e não pelo "Gente", mas enfim, dá impressão de volume (falando nisso, em dar impressão de volume, se eu usasse o branco listrado, quantos quilogramas "ganharia"? Quero dizer, sempre fui meio relaxado pra vestir, sou muito magro; se eu usasse uma camiseta branca e listras horizontais, quanto eu pareceria menos magro? Qual a relação entre número de listras e quilogramas a mais? Não, não respondam.Não quero saber.E a digressão ficou muito grande).É quase um clichê bloguístico.Nunca escreverei uma coisa dessas.
Gente, até que enfim, depois de muito tempo se portar, diante de mensagens de incentivo caloroso e a volta da positiva perspectiva na causa do fantástico e lucrativo mundo dos banners e pop-ups para blogs, voltei a postar.Infelizmente, este não é a postagem original.Tenho uma postagem feita, para o ano novo de 2009, mas está travando.Tudo trava.Os xingamentos ao computador, os murros, socos e o vasto vocabulário de palavrões com ou sem hífen, com ou sem acento - ai, ai... essas piadinhas de nova ortografia já encheu o saco - não foram suficiente para fazer o .doc rodar.Tive que escrever um novo, só para não decepcionar os milhões de leitores que ainda estão por vir.É, fui otimista demais.
O que me leva a voltar a escrever é a minha consciência - leia-se: personificação de um coelho alegórico falante.
Ao contrário das fantasias de criança, meu coelho alegórico falante, não é simpático, tem problemas morais, uma protuberante barriga de chope, tem problemas com o chope em si e tem problemas de âmbito filosófico e existencial (afinal, ele é fruto de uma sequela patológica resultante de um alimento estragado - vide post anterior). Pensando bem, eu poderia imaginar um homem barrigudo, com a barba por fazer e uma protuberante barriga de chope, antipático e com problemas com o chope, mas perderia a magia de se possuir um animal de fato falante.Não, esqueçam.Não vou alterar a ilustração que eu tinha a respeito do leporídeo.De mais a mais, não seria mais uma personificação, mas um alcólatra vestido de coelho.Imaginem o coelho da mesma forma que vocês entenderam da primeira vez - se é que vocês não imaginaram um alcólatra vestido de coelho -, digo um coelho mais ou menos da minha altura (1m70 e poucos) e, notem bem, ele não está gordo.Ele é gordo (uma das coisas de que mais gosto no português e do espanhol é a distinção entre o verbo "ser" e o verbo "estar".Nunca achei em outra língua, mas acho que a pedago-letreira, interiorana, impulsiva e dramática, minha melhor (ou pior) companhia, poderia explicar, figurar, exemplificar melhor isso; sou designer - e o problema de digressões grandes é que você nunca se lembra do que você estava falando antes, sendo melhor terminar o parágrafo.
Estava eu, alegre, bobo, feliz e saltitante, indo para a cozinha, à procura de algo para fazer - ou para ingerir - que não fosse nem refletir sobre a vida, nem preparar o tal do frango ao molho rosé com fragmentos flutuantes que, julga-se, serem legumes comestíveis, até que ouço um irritante ruído muito semelhante ao efeito sonoro de padrinhos mágicos, fadas madrinhas, Sininho do Peter Pan, purpurina (não querendo ser sinestésico) ou da Sara e da Lara do castelo Rá-Tim-Bum.Olho para o lado esquerdo e vejo flutuando o tal do coelho alegórico falante com a protuberante barriga de chopp.Sim, ele flutua.
-Ei, Hugo, já fazem duas semanas que você não posta lá no seu blog! Posta lá, cara
-É, JÁ FAZ duas semanas que não posto lá.
-Então, atualiza, (palavrão)!E não ligo para concordâncias.
-Estou sem inspiração, sem vontade também.Você não quer escrever por mim?
-Corta essa, Seu preguiçoso... Eu já tenho um blog lá no wordpress.Tenho 50 visitantes por dia e me rende uns trocados com os banners e pop-ups do submarino e da saraiva...Enfim, acho que você deveria se focar em um assunto, quero dizer, tudo mundo já se encheu com esse barato de "Ah, sou um idiota blogueiro preguiçoso que não sabe sobre o que escrever"; é melhor um texto que não seja tão sobre ele mesmo... tão metalingüístico.E acho que se você fosse transcrever esta fala no blog, você escrevería "metalingüístico" com trema.
Aparece alguém na cozinha:
-Filho, está falando sozinho?
-Na.. Não, mãe eu só estou pensando alto...
Sua mãe, que passava por lá, disse:
-Ah! Hugo, você está muito velho para ter um amigo imaginário.É o coelho da páscoa com a protuberante barriga de chopp com problemas morais que aparece depois dos efeitos sonoros?? Vamos para o psicólogo ainda hoje.
-Tá, mãe.
Assim que ela saiu, retomaram a conversa:
-Falo de música?
-É, de música, não vai dar certo.Você faz uma mistura muito grande com seus mp3.Você também nunca foi muito fã de banda nenhuma.Quais foram as músicas que você tem ouvido ultimamente? As do Gotan Project, as de baladinhas e os "nü metal".É muito aleatório.Por que não fala da aula prática de direção?
-O quê? Falar que eu tentei fazer baliza e um oito?
-Aguarde qualquer filme teen, e você terá um tema interessante para a página.Ou um absurdo que você ler em um lugar qualquer.
-É... a inspiração não aparece quando eu quero... Falando nisso, sobre o que você escreve no seu blog?
-Ah, escrevo sobre um humano nipônico chato, fruto da minha mente doentida, depois de ter ingerido um ovo de páscoa fora da data de validade, que casualmente aparece quando não sei sobre o que escrever.
-Ahhh...
NOTA 1: Peço que se eu tenha cometido algum imperdoável erro gramatical, ortográfico (pela nova/velha ortografia), de coesão (e nem tanto de coerência), comentem.
NOTA 2: Estou pensando em fazer uma versão mp3 de algum texto postado ou a ser postado.Mas só cogito.Poderia estar entre minhas listas de promessas de ano novo se eu tivesse uma - sou esperto o bastante para não escrever metas e não me sentir frustrado no ano seguinte.Ou preguiçoso o bastante).Não estou pensando mais.
NOTA 3: A história continua até eu recuperar os arquivos.Se eu continuar.