sábado, 2 de maio de 2009

Fiquei em Bauru

“Seg a Sex aberto das 13h30min às 17h”.Cheguei faltando um minuto para as 17h.O guichê da empresa de ônibus estava fechada.Não consegui comprar as passagens.Fiquei em Bauru.

Maldito tiozinho da empresa de ônibus.Maldita empresa de ônibus.

Voltei para o meu frio e solitário apartamento de 5x6 metros, frustrado por não voltar para Tupã, não jogar poker com amigos, não ver família e por ser o último feriado para voltar para minha cidade e uma das raras oportunidades em que posso passar o fim de semana inteiro sem ter que comer da minha própria comida.

Tive a noite de quinta-feira livre (o professor liberou-nos) e a sexta-feira inteira para fazer trabalhos atrasados, lições de japonês e adiantar a proposta de pesquisa.Não aproveitei o tempo.Quando fui ver, já era sábado.Se eu piscar mais uma vez já é segunda-feira à noite.Não pisco mais.

Indisciplina é como alcoolismo ou qualquer outro tipo de dependência.Você sabe que não deve, faz, mesmo assim; depois de feito, cai no pesado arrependimento, aí você pensa em como seria se tivesse agido de forma correta.Você se ferrou.

Estou no estágio “ressaca da indisciplina”.Acordei, sábado, quase meio dia, frio, Xuxa na TV.Quase não acreditei, “A XUXA VOLTOU A APARECER?!”.É um dia melancólico.Fui para a cozinha (o ato de ir para a cozinha é muito subjetivo; moro em kitchenette – aliás, é assim mesmo que se escreve?!), pegava o filtro para café, o pó (de café) e a água quente, enquanto Xuxa falava sobre os programas antigos que havia apresentado; só uma apresentadora egocêntrica e decadente o suficiente para falar de si mesma e dos programas que, ou levam o seu próprio nome ou apenas a primeira letra dele, e que não duram mais que um ano, onde só fala de tantos outros programas que fez num passado longínquo.É, Xuxa, seu sucesso vai ficar só na saudade.Eu gostava só dos desenhos.Você só atrapalhava o Capitão Planeta.

Desabafar em blogs é um ótimo jeito de desabafar quando se tem ressaca de indisciplina ou, talvez, seja um jeito de manter a indisciplina por mais um dia para outra ressaca domingo, segunda-feira, terça-feira, quarta-feira e ao final de toda uma vida.Melhor não piscar mais.

domingo, 5 de abril de 2009

Estou vivo.

Estava procurando vestígios de mim pela internet.Apaguei os blogs restantes de contas de senhas e usernames esquecidos.Lembrei: "Ah, eu tenho um blog!E tenho que postar nele!".Mentira.Não me lembrei dele naquele momento.Na minha agenda está escrito com letras bem grandes "VOCÊ TEM UM BLOG".Sempre me lembro disso.Ânimo e disciplina é o que não tenho.

Refletia sobre o que escrever enquanto lavava a esponja de lavar pratos com outra esponja de lavar pratos. Tenho manias; a de limpeza é uma delas, exceto quando não sou disciplinado o suficiente para levá-la a sério, o que pode ser exemplificado com os pedaços de sardinha no fogão, manchas verdes nos ladrilhos e um cheiro estranho de pó de café mofado - aprendi a identificá-la com o passar do tempo - e amaciante há mais de duas semanas no balde... mas no fundo, no fundo sei que lavar a esponja de pratos é só uma maneira de me desviar de obrigações como o trabalho de Projeto e que o mais normal é jogar as esponjas com mais de dois anos fora.Quando não é a limpeza, é o vaso com pés de feijões que sempre morrem ou em última das hipóteses, o blog, mas geralmente crio outros afazeres mais simples e menos desgastantes do que limpeza e blog.No momento fujo das lições de japonês.Elas me perseguem.Eu fujo com o blog.

Mas, meus caros, isto é mais um sinal de vida do que uma fuga.Postarei sobre indisciplina.Mas não agora.Já é o terceiro rascunho e vejo que não consigo voltar a escrever.Vou lavar os panos de chão com outros panos de chão, ou talvez os papéis toalha.

Postarei assim que uma musa inspiradora cair.Deve existir assunto mais interessante do que dicas domésticas de limpeza.A Ana Maria faz isso por mim.Provavelmente falarei sobre a própria indisciplina ou um Papel Noel que traz ovos da Páscoa Nestlé.

A musa geralmente é representada por conversas triviais, programas de Televisão ou pensamentos anormais acrescidos de vontade em escrever; no momento ela ainda não despencou sobre mim.Meus níveis de incentivo, elogios, prazer em escrever, cafeína e serotonina estão baixos.Não farei, declarações de amor, ideológicas ou qualquer outro assunto em que não possa usar do meu sarcasmo e digressões.Nem posts melancólicos, nem crítica, nem poesias...A cada um desses, cabe um heterônimo, o que já cogitei fazer, mas não...

Ainda estou vivo.

Aguardo o pós-Páscoa, quando posso comprar ovos de páscoa quebrados por consumidores insensatos por preço baixo nas Lojas Americanas ou no Wal Mart.

Vou limpar a vassoura com o rodo.

Abraços.

sexta-feira, 6 de março de 2009

FILMES RUINS (EDITADO)

Fico imaginando como se faz um filme ruim.Nunca fui muito bom crítico de cinema.Não sei bem, por exemplo, quem é um bom ator e mereceria um oscar.Sei mentir muito bem.Já apavorei colegas "alterando" o prazo de entrega do trabalho de Psicologia Aplicada."Como assim, Hugão?! Não é pra daqui uma semana?!!!".Aqueles que não entregassem a tempo, perderiam dois pontos na nota.Os rostinhos de pânico eram meu prazer sádico... Apesar disso, nunca soube avaliar um ator, a trilha sonora, efeitos sonoros, fotografia...

De qualquer forma, qualquer tapado em cinema percebe quando um filme é ruim. Assisti, outro dia, a um do Steven Seagal.Não me lembro da história direito.Sei que a história se passava no Japão e envolve duas organizações criminosas, uma chinesa e outra japonesa...Fiquei imaginando o processo de criação do filme.O pessoal da produção senta-se a uma mesa redonda para jogar poker, truco, dominó, war ou banco imobiliário, até que um carinha se levanta de sua cadeira e, visivelmente animado, exclama, "Ah!!! Vamos fazer um filme de pancadaria no Japão para um público alvo de pouca cultura e baixa capacidade intelectual.Ah! E para blogueiros brasileiros preguiçosos, para que de repente tenham algum assunto sobre o qual escrever sem prestar contas de o porquê ficar um mês sem atualizar sua página!", aí colcam meia dúzia de palavras japonesas, outra dúzia de golpes de karatê, judô, kendo, karaokê, taekwondo e pronto... E ainda o mundo surpreende-se e perguntam-se por que um filme indiano ganhou 8 oscars.Porque eles não tem Steven Seagal.

Não vou ficar surpreso se, de um tempo para cá, os camelôs começarem a substituir os dvds falsificados dos enlatados hollywoodianos por bollywoodianos.

E não falo somente de filmes de pancadaria... As emissoras de canal aberto já esgotaram, em suas programações de tardes tediosas, todas as possibilidades de histórias com animais falantes... Quando era criança achava o máximo se o meu cachorro se comunicasse.Hoje sou grato por eles só latirem.As tardes dos dias letivos são bem mais tristes com sessões da tarde com bichos falantes, aventuras de família/adolescentes, logoas azuis ou os retornos das lagoas azuis.Às vezes assisto a A lagoa azul só pra ver se o casal morre afogado já no começo do filme para poder assistir Malhação, que, tendo também perdido uma boa parte de sua graça, ainda, pelo menos, mantém-se com episódios inéditos.

Leiam um livro, estudem bastante e parem de alimentar a indústria cinematográfica de filmes ruins.Por existir ainda pessoas que assistam aos filmes da Xuxa, é que a Xuxa continua a fazer filmes.Digo o mesmo sobre os do Didi.

Até que comecemos a assistir com mais frequencia a filmes indianos no lugar dos filmes americanos, ou até que os indianos comecem a produzir também filmes com animais falantes - ou, ainda, até que a China e a India, cansados de enlatados ruins, aproveitem para testar o arsenal nuclear em Hollywood-, veremos várias versões das mesmas histórias de filmes.O mais diferente a que podemos chegar é "Steven Seagal na Lagoa Azul", na banca de camelô mais próxima de você.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

PÃES DE QUEIJO 100% NATURAIS




Fui para Bauru para resolver uns problemas de domingo para segunda-feira.Quando voltei para a aldeia (Tupã-SP), na rodoviária, esperava ser buscado, e, caminhando, dei de cara com a lanchonete fechada. Li, "Pão de queijo 100% natural a R$0,50"."CARALHO!", pensei, "Cinquenta centavos, um pão de queijo! E NATURAL!".Não se tratava de um pão de queijo 20% natural, ou 78,98% natural, ou ainda 57,84% com margem de erro de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.ERA 100% NATURAL."Como é um pão de queijo 100% NATURAL?!", me perguntei.Veio à minha cabeça, instantanemente, uma enorme plantação de pães de queijo.Tenho uma mente muito imaginativa.Poderíamos até fazer um slogan "Tupã: o pão de queijo vem da terra".Os mineiros ficariam com inveja.
Vi, em um flash, assim que bati o olho naqueles dizeres, enormes colheitadeiras se movendo pesadamente, pela terra que tudo dá - inclusive pães de queijo - recolhendo os saborosos frutos.Pão de queijo natural: YES, WE CAN!
Imaginei em seguida, em questão de segundos, a propaganda da TV do Ministério da Agricultura sobre a plantação de pães de queijo.Tinha até trilha sonora empolgante e envolvente.Depois, aparecia: "Brasil, um país de todos".Só imaginei como as donas de casa os lavariam. Seria meio estranho tirar a saborosa crocância desse exótico fruto só para lavá-lo. Detalhes a parte, seria um futuro promissor.
Imaginei a EMPRAPA iniciando estudos genéticos sobre os pão-de-queijoeiros e movimentos sem terra invadindo os centros de estudos contra os pão-de-queijoeiros geneticamente modificados."Não ao pão de queijo transgênico!"
Já me liguei com geopolítica.Lula disse que ajudará e incentivará o cultivo de alimentos que, assim como as soluções caloteiras, as políticas populistas e discursos retóricos inúteis, não dão muito certo na Venezuela.BINGO! Apoiaríamos a plantação de pão de queijo em 2/3 das áreas agricultáveis venezuelanas.Lançaríamos lá, os primeiros pães de queijo com requeijão culinário, em parceria com o BNDES.
Sexta-feira, no globo repórter, o Sérgio Chapelin falará sobre os benefícios do pão de queijo fresco colhido da terra.De domingo o globo rural, na seção cartas, uma tal Dona Etelvina, escreve:
"Eu adoro o programa Globo Rural e nunca deixei de assistir um programa sequer.Gostaria de saber, como evitar o ataque de purgões aos meus pão-de-queijoeiros!".
A repórter responde:
"Bom, dona Etelvina, a Embrapa oferece este livro, "Pão-de-queijoeiros - como eliminar purgões e roedores na sua plantação" que custa R$4,50 mais custos de envios".
A ONU poderá desenvolver um incentivo para o cultivo de pão-de-queijoeiros contra fome.Resolveríamos o problema da fome.É certeza.É batata, digo, é pão de queijo.Bono apoiaria a causa.Madonna apoiaria a causa.O Obama apoiaria.A Ana Maria Braga criaria receitas com o fruto pão de queijo.

POSFÁCIO

No dia em que este texto foi postado, no caminho até o dentista, o termo "PÃO DE QUEIJO 100% NATURAL", foi avistado novamente pelo autor.Sem dúvida, um grande mistério.



Pão de queijo de liquidificador

Ingredientes
3 xícaras (chá) de polvilho doce
100g de queijo ralado
3 ovos
1/2 xícara (chá) de óleo
1 xícara (chá) de leite
1 colher (chá) de fermento em pó
sal a gosto


Modo de Preparo
Bater tudo no liquidificador e por em forminhas untadas com óleo
Só assar

Fonte: http://tudogostoso.uol.com.br/receita/390-pao-de-queijo-de-liquidificador.html

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

DI-álogo aleatório (reeditado)

Sempre tem uma uma daquelas postagens dizendo, "Gente, até que enfim, depois de muito tempo sem postar..." ou frases de mesmo sentido, similares ou não, genéricos ou não, piratas ou não, seguido do motivo pelo qual o egocêntrico e preguiçoso blogueiro parou de blogar.Ele utiliza "Gente", mesmo que seu blog seja frequentado por 2 a 3 pessoas conhecidas às quais se poderia referir pelos seus respectivos nomes e não pelo "Gente", mas enfim, dá impressão de volume (falando nisso, em dar impressão de volume, se eu usasse o branco listrado, quantos quilogramas "ganharia"? Quero dizer, sempre fui meio relaxado pra vestir, sou muito magro; se eu usasse uma camiseta branca e listras horizontais, quanto eu pareceria menos magro? Qual a relação entre número de listras e quilogramas a mais? Não, não respondam.Não quero saber.E a digressão ficou muito grande).É quase um clichê bloguístico.Nunca escreverei uma coisa dessas.

Gente, até que enfim, depois de muito tempo se portar, diante de mensagens de incentivo caloroso e a volta da positiva perspectiva na causa do fantástico e lucrativo mundo dos banners e pop-ups para blogs, voltei a postar.Infelizmente, este não é a postagem original.Tenho uma postagem feita, para o ano novo de 2009, mas está travando.Tudo trava.Os xingamentos ao computador, os murros, socos e o vasto vocabulário de palavrões com ou sem hífen, com ou sem acento - ai, ai... essas piadinhas de nova ortografia já encheu o saco - não foram suficiente para fazer o .doc rodar.Tive que escrever um novo, só para não decepcionar os milhões de leitores que ainda estão por vir.É, fui otimista demais.

O que me leva a voltar a escrever é a minha consciência - leia-se: personificação de um coelho alegórico falante.
Ao contrário das fantasias de criança, meu coelho alegórico falante, não é simpático, tem problemas morais, uma protuberante barriga de chope, tem problemas com o chope em si e tem problemas de âmbito filosófico e existencial (afinal, ele é fruto de uma sequela patológica resultante de um alimento estragado - vide post anterior). Pensando bem, eu poderia imaginar um homem barrigudo, com a barba por fazer e uma protuberante barriga de chope, antipático e com problemas com o chope, mas perderia a magia de se possuir um animal de fato falante.Não, esqueçam.Não vou alterar a ilustração que eu tinha a respeito do leporídeo.De mais a mais, não seria mais uma personificação, mas um alcólatra vestido de coelho.Imaginem o coelho da mesma forma que vocês entenderam da primeira vez - se é que vocês não imaginaram um alcólatra vestido de coelho -, digo um coelho mais ou menos da minha altura (1m70 e poucos) e, notem bem, ele não está gordo.Ele é gordo (uma das coisas de que mais gosto no português e do espanhol é a distinção entre o verbo "ser" e o verbo "estar".Nunca achei em outra língua, mas acho que a pedago-letreira, interiorana, impulsiva e dramática, minha melhor (ou pior) companhia, poderia explicar, figurar, exemplificar melhor isso; sou designer - e o problema de digressões grandes é que você nunca se lembra do que você estava falando antes, sendo melhor terminar o parágrafo.

Estava eu, alegre, bobo, feliz e saltitante, indo para a cozinha, à procura de algo para fazer - ou para ingerir - que não fosse nem refletir sobre a vida, nem preparar o tal do frango ao molho rosé com fragmentos flutuantes que, julga-se, serem legumes comestíveis, até que ouço um irritante ruído muito semelhante ao efeito sonoro de padrinhos mágicos, fadas madrinhas, Sininho do Peter Pan, purpurina (não querendo ser sinestésico) ou da Sara e da Lara do castelo Rá-Tim-Bum.Olho para o lado esquerdo e vejo flutuando o tal do coelho alegórico falante com a protuberante barriga de chopp.Sim, ele flutua.

-Ei, Hugo, já fazem duas semanas que você não posta lá no seu blog! Posta lá, cara
-É, JÁ FAZ duas semanas que não posto lá.
-Então, atualiza, (palavrão)!E não ligo para concordâncias.
-Estou sem inspiração, sem vontade também.Você não quer escrever por mim?
-Corta essa, Seu preguiçoso... Eu já tenho um blog lá no wordpress.Tenho 50 visitantes por dia e me rende uns trocados com os banners e pop-ups do submarino e da saraiva...Enfim, acho que você deveria se focar em um assunto, quero dizer, tudo mundo já se encheu com esse barato de "Ah, sou um idiota blogueiro preguiçoso que não sabe sobre o que escrever"; é melhor um texto que não seja tão sobre ele mesmo... tão metalingüístico.E acho que se você fosse transcrever esta fala no blog, você escrevería "metalingüístico" com trema.
Aparece alguém na cozinha:
-Filho, está falando sozinho?
-Na.. Não, mãe eu só estou pensando alto...
Sua mãe, que passava por lá, disse: 
-Ah! Hugo, você está muito velho para ter um amigo imaginário.É o coelho da páscoa com a protuberante barriga de chopp com problemas morais que aparece depois dos efeitos sonoros?? Vamos para o psicólogo ainda hoje.
-Tá, mãe.
Assim que ela saiu, retomaram a conversa:
-Falo de música?
-É, de música, não vai dar certo.Você faz uma mistura muito grande com seus mp3.Você também nunca foi muito fã de banda nenhuma.Quais foram as músicas que você tem ouvido ultimamente? As do Gotan Project, as de baladinhas e os "nü metal".É muito aleatório.Por que não fala da aula prática de direção?
-O quê? Falar que eu tentei fazer baliza e um oito? 
-Aguarde qualquer filme teen, e você terá um tema interessante para a página.Ou um absurdo que você ler em um lugar qualquer.
-É... a inspiração não aparece quando eu quero... Falando nisso, sobre o que você escreve no seu blog?
-Ah, escrevo sobre um humano nipônico chato, fruto da minha mente doentida, depois de ter ingerido um ovo de páscoa fora da data de validade, que casualmente aparece quando não sei sobre o que escrever.
-Ahhh...


NOTA 1: Peço que se eu tenha cometido algum imperdoável erro gramatical, ortográfico (pela nova/velha ortografia), de coesão (e nem tanto de coerência), comentem. 

NOTA 2: Estou pensando em fazer uma versão mp3 de algum texto postado ou a ser postado.Mas só cogito.Poderia estar entre minhas listas de promessas de ano novo se eu tivesse uma - sou esperto o bastante para não escrever metas e não me sentir frustrado no ano seguinte.Ou preguiçoso o bastante).Não estou pensando mais.

NOTA 3: A história continua até eu recuperar os arquivos.Se eu continuar.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Parábola sobre o Natal

Estava com uma fila de textos, mas tive que remanejar este porque o assunto – O Natal – chegou repentinamente, como a abobrinha que eu deixei na geladeira certa vez; deixei para prepará-lo amanhã e amanhã e amanhã e amanhã... de repente e

le já estava estragado.Só senti o peso do tempo quando já tinha passado boa parte dele.A analogia não funcionou muito bem, mas eu queria falar do caso da abobrinha em algum post. Só o Hugo digita o que todos acham desnecessário e ignora o que todos acham vital.
 As mensagens de Natal automáticas, as que você recebe no Orkut, as propagandas do buscapé, os banners das páginas da internet e até a página do Google são auto-suficientes.As mensagens de Natal vindas de um blog ainda mais de mim, acho que não teriam muito peso.Mas como toda a sociedade fica meio cega ao bom senso nesse período e preferem falar só do Natal, deixarei uma parábola, para a data não passar em branco.
 
"Era véspera de Natal.Toda a vizinhança comemorava feliz a data.As famílias se reunião e celebravam alegremente, com pratos deliciosamente preparados.Todos estavam felizes, cantavam, conversavam alegremente.
Um jovem, em uma casa, sozinho, com um ar rabugento, permanecia em sua casa, apenas ouvindo e observando os vizinhos em tons de vozes felizes e tão coloridos quanto as suas casas adornadas.Reclamava do barulho dos risos e gargalhadas altas.
-Mas que saco essa gentinha inconveniente! Que saco! Para que tanta alegria?
Resolveu dormir.
Alguns minutos a seguir, depois de ter pegado no sono, ouviu um estrondo estranho.Vinha do quintal de sua casa, para onde se dirigiu.E uma voz...
-Cof! Cof! Que sujeira....
-NOSSA! Eu não acredito! - exclamou o jovem, apontando com surpresa para aquele ser gordo, carregando um saco vermelho.Era o Coelho da Páscoa.
-Sim, sou eu.Dá pra calar a boca e me ajudar a levantar?!
-Claro, claro, eu.. eu... mas... mas... não era pra ser o cara da barba branca e roupa vermelha?
-É, era pra ser o Papito Noel, mas é que ele está meio enrolado com os trâmites de um processo no Tribunal Internacional por invadir espaço aéreo venezuelano sin autorización.
-Então... mas por que na minha churrasqueira? Não conhece a porta?
-Sigo o protocolo daquele velho caduco.Ele quer que eu entre em todas as casas dos países judaico-cristão-ocidentais do hemisfério sul, que não tenham chaminés, pela churrasqueira.Ele já está ficando muito obsessivo com esse lance de tradição... dá pra me ajudar aqui?
-Mas os judeus não comemoram o Natal.
-Droga.Levei tiro à toa quando me confundiram com um míssil lá em Israel.
O jovem o ajudou a levantar, estendendo o braço.
-Mas o que trazes para mim?
-Bom, eu vim aqui para te mostrar o seu Natal passado e futuro.
-Corta essa, Orelhudo.
-Vamos logo, segura na minha pata que vou te levar para o passado – o peludo estendeu-lhe a pata.
-Que coisa mais Teletubbies.
(Várias coisas brilhantes saíram seguido de uma névoa branca que, não fosse delírio doentio desse jovem, seria gelo seco ou princípio de incêndio).
De repente estavam na sala de sua antiga casa.Viu a ele mesmo com seus seis anos correndo até um pequeno pinheirinho natural ricamente adornado (e não essas coisas de plástico verde musgo chinesas, contrabandeadas, que os humanos teimam em chamar de árvore).A sua família já estava na sala, reunida.
-Viu? – disse o coelho – você era feliz nessa época.Acordava na época de Natal alegremente, abraçava os seus pais e...
-Legal, legal.Notei isso.
-E, hoje, você não dá nem Bom-dia para eles, nem para suas irmãs.Não era tão leviano e nem tão viciado em café.Vamos para o futuro.
(Várias coisas brilhantes saíram seguido de uma névoa que se não fosse delírio desse jovem, seria gelo seco, ou princípio de incêndio).
Chegaram ao Natal do futuro.
-Agora você está aí, aos 35 anos, morando com a mãe e ainda com suas ambições faraônicas de ganhar a vida com banners de um blog sem coesão, nem coerência no qual você fala de assuntos, se é que podemos chamar isso de assunto, aleatórios; espero sinceramente que você não relate minha visita nele.
-Não entendi o porquê disso tudo.Seja mais direto.
-Você é mesmo apático, não é mesmo?
-Não me leve a mal, ô coelho, é que eu não tenho formação cristã, essas tradições não me foram ensinadas e...
-Ui, ui, “não me foram ensinadas”.Ui!Ui!Sou o japonês gramaticalmente correto, ui, ui!
-Você é meio sarcástico né? Como eu ia dizendo, nunca acreditei em nenhum ser fantasioso, como um coelho irônico falante.De mais a mais eu tenho muitos livros para ler para a faculdade.
-Livros?!Mas você faz D.I.! Está bem.Vamos ao presente, então deixarei você em paz.
(Várias coisas brilhantes saíram seguido de uma névoa que se não fosse delírio desse jovem, seria gelo seco, ou princípio de incêndio).
-Está vendo agora?Você escrevendo no blog? A sua família foi chamada para comemorar a ceia de Natal na casa do tio-avô e você não quer ir.Viu?O problema é com você.O Natal é uma comemoração feliz!É uma comemoração coletiva que transmite paz e harmonia!
-Sou avesso a encontros com familiares cujos nomes nipo-complicados e a posição na árvore genealógica não tenho a menor idéia.
-Você é uma pessoa complicada.E aquela balada? Seu amigo te chamou e você não vai?!Vai bombar de gente lá, vai ter muita música eletrônica, vai ser open bar de cerveja, muita mulher bonita.
-Você não é um coelho muito moral, não é?
-Você precisa se enturmar, encontrar com as pessoas, rever seus colegas do ensino médio, dançar, agitar, conversar!
-É, estou ligado disso.
-Então, cara! – exclamou o enorme mamífero pascoal, remexendo seus bigodinhos.
-Ah... eu não tenho ritmo para agitações, apesar de ter sentido ultimamente necessidades sociais.
-Então! Sai um pouco!Vai para a balada, 15 reais, open bar de cerveja! Carona você já tem! Só decidir! E aquela menina linda com a qual você trocou idéia vai!
-Ah, não... Eu gosto de ficar em casa reclamando sobre a voz alta dos vizinhos e esperando que algum dos fogos de artifício se tornem incêndio.
-Hugo sempre apático...
O coelho começou a ficar transparente, como aqueles efeitos das Jornadas nas Estrelas ou do Photoshop.
-Pra onde você está indo?!
-O efeito alucinógeno daquela abobrinha podre que você ingeriu está acabando.Você está voltando ao normal.Adeus, Hugo!
 


Conclusão: nunca confie em animais falantes nas parábolas, mesmo que eles incentivem a um ambiente social saudável"

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

01-EGO – Egocêntrico – Terceira Postag... Está na hora de criar títulos para as postagens.

Percebi que o barato de escrever em blogs é ler outros blogs, que de agora em diante, serão a minha fonte de inspiração, o meu alimento, o meu blá-blá-blá-Whiskas Sachê, o meu Pedigree, o meu Elma Chips ou qualquer outra coisa com alto teor de gorduras saturadas e sódio, para postagens e outros textos totalmente aleatórios, como a mim é inerente.Mas não esperem que eu leia compusivamente (opa, comi o “L” do “compulsivamente”, mas tenho preguiça de apagar; prefiro escrever sobre o que eu errei, entre parênteses, numa enorme digressão, e relatar que tenho preguiça de consertar o erro para ocupar mais espaço e, evidentemente, você ser tapeado por achar que este blog tem conteúdo e que eu não tenho preguiça de escrever).

Entretanto, para mim, a leitura é coisa complicada (Aposto que você até perdeu o foco do assunto, né?). “Ah, mas você faz D.I.!" (D.I.: Desenho Industrial ou Design), alguns podem dizer e efetivamente dizem, “nem precisa ler; só desenhar!”.A questão nem é essa. Eu realmente tenho dificuldades de concentração.Em média, consigo ler 20 páginas de um livro e logo a minha concentração se dissipa – junto com as pesquisas, as resenhas para o dia seguinte, as lições de japonês e o arroz cozinhando (!), do qual só me lembro ao sentir o cheiro de queimado e a densa camada de fumaça pelo apartamento (motivo de chacota por dois meses ou mais para os vizinhos).Contabilizando agora, estou com mais de oito livros em paralelo para ler, já faz muito tempo (não importa quanto).Além disso, incorre ao erro, quem pensa que o Design não possui conteúdo ou embasamento científico.Em uma das postagens falarei sobre isso, não agora.O texto já está em andamento, só falta a inspiração e a motivação desencadeada por músicas alegres, bobas e felizes de bandas alegras, bobas e felizes – cujos nomes dão vergonha de dizer –, ou de comerciais do Bradesco ou do Itaú com menos de 20 segundos com frases de efeito, ou de programas da Ana Maria Braga, livros de auto-ajuda ou a pessoa pela qual você se apaixonou e viu aquele objeto prateado no dedo dela (ainda nisso?!).

A aleatoriedade é uma característica minha, forte influenciador das digressões, dos assuntos aleatórios, gargalhadas fora de hora, pesquisas atrasadas, resenhas esquecidas e incêndios com arroz.

Objetividade, coerência e coesão não são encontradas muito facilmente a menos que sejam textos mais formais como é o caso de textos tipo 03 e 04. Não me importo, mesmo porque, se assim não o fosse, provavelmente não estaria com um blog.

De mais a mais, se eu me propusesse a escrever textos mais sérios ou mais estéticos, por assim dizer, estaria muito frustrado.Navegando pelas páginas e páginas de blogueiros desocupados, li, vi e observei o português quase impecável, a coerência e a estética dos textos.Assim não dá.

Eu acho que.... desta vez fui eu que me perdi do assunto.Vou abaixar o som e reler o que escrevi.Não, não vou não.Já deixei de sair com amigos e perdi a oportunidade de aumentar meu já pequeno círculo social de seis a dez pessoas (entre “spammers”, “fakes”, cachorros e emas).

Tenho a certeza de que este texto teria começo meio e fim... Foi proposital... Para comprovar minha aleatoriedade (engoliu essa?).

NOTAS:

Na barra ao lado, coloquei o link para quem deseja aprender novas línguas.

No BBC Languages, a BBC fornececonteúdo em áudio e escrito, com exercícios bem leves, diálogos cotidianos e noções de gramática.Os principais cursos são de Francês, Alemão e Espanhol.Conteúdo muito bom para quem está começando, mas o site está em inglês

O Live Mocha é uma espécie de Orkut com o fim de aprender alguma língua.Existem pontuações para cada exercício completado, medalhas e títulos como “Os 100 melhores alunos de Francês”.Além disso, você cria laços sociais, adiciona, conversa, envia mensagens com qualquer membro, inclusive com pessoas que têm como língua nativa, a que você está aprendendo.

E, auxiliar a isso, coloquei o tradutor do Google, mas existem outros por aí.Depois eu posto (não importa quando).